4º dia – Geysers del Tatio + Machuca

“O escritor e o fotógrafo utilizam as mesmas ferramentas, mas enquanto um descreve uma imagem com mil palavras o outro descreve mil palavras com uma imagem.” –Jefferson Luiz Maleski

A agência me buscou pontualmente as 4 da manhã (parte mais difícil do tour), sai do hostels bastante sonolenta para enfrentar a estrada. Depois de pegar todos os passageiros o guia fez uma rápida explicação sobre como seria o tour, e nos alertou que subiríamos rapidamente até 4.321 metros de altitude (San Pedro fica a 2.400), e que para não sofrermos os efeitos da altitude deveríamos respirar profundamente e tomar pequenos goles de água durante o trajeto, sendo que a agência já tinha me orientado que para evitar o mal-estar de altitude/soroche, era recomendado não tomar álcool nem comer carne vermelha na véspera. A viagem não durou mais que uma hora.
Geyser Del Tatio

Logo ao sair do ônibus fiquei espantada com a quantidade de geysers, são cerca de 80 geisers espalhados em uma grande área rodeada por montanhas. Alguns soltando uma pequena quantidade de vapor e outros cuja a fumarola chegava a 20~30 metros de altura. Mas em alguns minutos a situação se invertia e aquele géiser adormecido, começava a soltar uma grande quantidade de vapor e água.

Nosso guia, explicou que os geisers são formados devido ao aquecimento da água de rios subterrâneos, que atravessam uma cordilheira próxima, e ao chegarem naquela região, a aproximadamente 200 metros de profundidade, o magna aquece a água, que ao evaporar procura uma saída para aliviar a pressão. O resultado são os jatos de vapor e água fervendo que saem dos geisers, mas para que o vapor seja visível, é necessária a baixa temperatura da manhã, por isto, o tour começa tão cedo. E realmente, por volta das 9h00, a quantidade de vapor que víamos saindo dos geisers era muito menor.

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Depois de algum tempo o sol apareceu por trás das montanhas dando inicio a um espetáculo de cores. E tomamos o esperado café da manhã, curiosamente o leite e os ovos são preparados nos geysers. De café da manhã tomado seguimos para o final do parque onde existe uma piscina natural, onde você pode tomar um banho e existem alguns vestiários disponíveis para se trocar, mas cuidado com suas coisas, uma vez que não existem armários para guarda-lás, assim evite levar objetos de valor, muito dinheiro e documentos, especialmente o passaporte.
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Deixamos o parque por volta das 9h30 para o próximo destino o vilarejo de Machuca, pelo menos eu pensei que assim seria, mas fizemos uma pequena parada as margens do Rio La Putana, um rio raso, com muita vegetação e cores, no qual podemos ver patos, pequenos pássaros e até Vicunhas pastando. Foi legal, caminharmos ao longo da estrada, margeando o rio e vendo os detalhes de sua beleza. Só depois seguimos para o vilarejo de Machuca, com suas casas na cor adobe, telhados de palha dourada e uma pequena, mas simpática igreja no alto de uma colina. O vilarejo hoje é praticamente abandonado, um conjunto de famílias revesam no atendimento aos turistas, pelo que entendi a cada 1 semana uma família diferente fica no vilarejo. Segundo nosso guia o povo foi embora depois que uma grande mineradora da região foi fechada. No povoado provei churrasquinho de Llama e um tipo de pastel local de queijo. Isso é tudo que você vai encontrar por lá para comprar, então levar um lanche não é má idéia.

Este sem dúvida foi um dos dois passeios mais bonitos que fiz no Chile.

Daqui voltamos para San Pedro de Atacama.

Valores:
Passeio 22.000CLP / Entrada 3.500CLP

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